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Indígenas Venezuelanos que estão em Cuiabá são atendidos pela Pastoral da Acolhida do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora

27 de janeiro de 2020

Eles vieram há quase três meses da Venezuela, fugindo da fome e da ditadura socialista de Nicolás Maduro. São 21 pessoas de famílias indígenas, entre crianças, jovens, adultos e idosos,  que estão acampadas na região da rodoviária de Cuiabá e são atendidas também pela “Casa de Apoio ao imigrante”. Lá eles podem ficar até 45 dias para viabilizar a documentação que os faça entrar no mercado de trabalho. Passado esse período, eles precisam sair e começam a acampar em locais públicos enquanto esperam uma oportunidade de trabalho.

“Estou precisando de um emprego, de creche e escola para meus filhos. Isso é o principal, porque com meus filhos estudando posso trabalhar e assim ajudar minha família. Meu esposo começou a trabalhar hoje em um curtume, terá um bom salário, benefícios, mas se eu trabalhar também será uma ajuda a mais. Mandamos dinheiro para fora, pouco, de R$ 40 a R$ 50, mas para lá isso é muito, ajuda a comprar comida”, relatou a venezuelana Jenesis Peralta, de 25 anos, está na Casa do Migrante com o marido e três filhos.

O padre Dídimo de Campos Filho é o coordenador da pastoral de acolhida do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora e relata a dificuldade ainda maior desse grupo, por serem indígenas. “Eles têm a cultura deles e não podem se dividir. Mas, quando chegam lá na ‘Casa do Imigrante’, separam marido, mulher, filhos e eles não aceitam isso porque é contrário à cultura. Por isso, acabam saindo antes para a rua e vivem essa situação que considero a mais periclitante de todos os imigrantes”, afirma o salesiano.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) tomou a iniciativa de convocar parceiros para promover uma ação emergencial de abordagem social às famílias venezuelanas com crianças pelas ruas de Cuiabá. O trabalho de orientação teve início no mês de setembro e já resultou na visível diminuição da quantidade de crianças nas ruas. Dezenas de famílias foram interpeladas e receberam cópias dos principais artigos do ECA.

Neste mês, os integrantes da Pastoral da Acolhida, do Santuário, começaram a atender esse grupo de indígenas venezuelanos com a distribuição de cestas básicas. “Nós também temos o compromisso já de 3 anos com os catadores de lixo lá do lixão, mas como esses imigrantes estão em uma situação pior que a dos catadores, nós passamos a ajuda-los também”, revela padre Dídimo.

Além das cestas básicas, a Pastoral da Acolhida também tem atendido os imigrantes venezuelanos com roupas e medicamentos. Todo esse trabalho é desenvolvido com o apoio de voluntários e doações da comunidade católica do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Com informações: MPMT

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