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“Novas Fronteiras” são desafio apresentado no III Encontro Nacional da Rede Salesiana de Paróquias e Santuários

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O Encontro aconteceu no Núcleo Bandeirante-DF, entre 16 e 18 de setembro. O III Encontro Nacional da Rede Salesiana de Paróquias e Santuários teve como objetivo o estudo e aprofundamento do documento “Paróquias e santuários confiados aos salesianos” proposto pelo Setor para a Pastoral Juvenil Salesiana da Congregação. Participam cerca de 60 pessoas, entre párocos, vigários e leigos das Paróquias e Santuários confiados aos Salesianos no Brasil. Atualmente, os salesianos no Brasil administram 72 Paróquias (sendo 7 delas Paróquia-Santuário) e outros 7 Santuários (sendo 3 deles Basílicas). Igualmente, 7 são paróquias indígenas e 1 universitária.

No sábado (17/09), o Inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, P. Ricardo Carlos, presidiu a Missa no Santuário Dom Bosco, para todos os participantes do encontro.

Entre as diversas discussões realizadas, podem ser citados seguintes temas:

  1. A emergência de novos grupos no dizer da Congregação Salesiana, as “novas fronteiras” e/ou “fronteiras/periferias existenciais” como, por exemplo, os casais de segunda união e as pessoas homoafetivas;
  2. O contexto cultural com a abertura/reconhecimento da categoria de “diversidade” superando todo tipo de discriminação: por raça, cor, condição sexual ou religião; e ao papel da mulher no mundo na igreja;
  3. Os desafios do mundo juvenil, visto que a “paróquia é um espaço privilegiado de evangelização dos jovens”: educação, mundo do trabalho/qualificação dos jovens, experiências religiosas “menos institucionais”, sexualidade e relações familiares/novos modelos de família. Muitas de nossas obras e experiências pastorais estão em contexto multirreligioso, multiétnico e multicultural e isso traz imensos desafios.

Ao final do encontro, foram traçados alguns compromissos assumidos para serem cumpridos durante o biênio (2023-2024). Foram apontados 8 itens, dos quais se podem destacar:

  1. Superar, dado que a paróquia/santuário são confiados à comunidade religiosa salesiana, a perigosa tendência de “fatiamento/fracionamento pastoral” como se a missão salesiana se organizasse localmente em “nichos” que não dialogam entre si e, dessa maneira, na comunidade local,cada religioso responde, de forma autônoma e com tons de individualismo, por uma “fatia” da pastoral segundo os vários ambientes pastorais salesianos (escola, obra social, oratório, paróquia e ensino superior);
  2. Garantir que em cada paróquia salesiana, sem ferir as opções e prioridades diocesanas, se desenvolvam/cresçam ações que explicitem, decisiva e corajosamente, a identidade salesiana da comunidade;
  3. Fortalecer processos que garantam o crescimento, qualitativa e quantitativamente, dos grupos juvenis, com especial atenção ao serviço de animação vocacional e à metodologia própria da Congregação Salesiana e que no Brasil denominamos AJS;