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UCDB entrega título de Doutor Honoris Causa a professores e salesianos

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A Universidade Católica Dom Bosco outorga o título de Doutor Honoris Causa a cinco personalidades, no próximo dia 12 de agosto, às 19h30, no anfiteatro do bloco A. Receberão a honraria os docentes Antonio Brand e Mariluce Bittar, ambos in memoriam, e os salesianos Ir. Adalbert Heide, Pe. Bartolomeo Giaccaria e Pe. Gonçalo Alberto Ochoa Camargo.

A solenidade será uma das realizações da UCDB nas comemorações do Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco.

De acordo com o Reitor da UCDB, Pe. José Marinoni, este é um momento muito especial para a universidade. “Essa distinção é a maior homenagem que uma universidade pode prestar para pessoas que se destacaram no campo da educação, que prestaram serviços relevantes para a Instituição ou para a sociedade”

Em toda sua história, já receberam o título de Dr. Honoris Causa pela UCDB Pe. Félix Zavattaro, Pe. Walter Bocchi, Pe. Ângelo Jayme Venturelli, Manoel de Barros, Pe. Pascual Chávez Villanueva, Pe. Eduardo Cappelletti. E, ao comemorar 50 anos de presença salesiana na educação superior, a Católica homenageou Pe. Dr. Afonso de Castro, Cleomenes Nunes da Cunha, Maria da Glória Sá Rosa, Marisa Serrano e Therezinha de Alencar Selem.

Conheça mais sobre os homenageados:

Ir. Adalbert Heide

Adalbert Heide nasceu em 5 de janeiro de 1934, na cidade de Ratibor, na Silésia, que naquela época fazia parte da Alemanha e, no pós-guerra, desde 1945, passou a pertencer à Polônia. Professou na Congregação Salesiana no dia 25 de outubro de 1953. Chegou ao Brasil em 1954, iniciando seus trabalhos no Colégio Dom Bosco. A partir de 1957, começou a trabalhar com o povo Xavante na missão de Sangradouro (MT). Em 1958, junto com o salesiano Pe.Salvador Papa, foi enviado para fundar a Missão de São Marcos.

É autor, redator e inventor da escrita e numeração xavante. Como cineasta amador, realizou numerosas filmagens e gravações em vídeo sobre a cultura indígena. Também foi, junto com Pe. Bartolomeo Giaccaria, coautor das obras: Xavante – Povo Autêntico, Jerônimo Xavante Conta e Jerônimo Xavante Sonha, publicados, respectivamente, em 1972 e em 1975.

A partir de 1997, passou a elaborar, catalogar e digitalizar o acervo das centenas de filmagens e documentários realizados na vida missionária. Seu trabalho foi retratado no longa metragem O Mestre e o Divino, uma realização nas aldeias, com a direção de Tiago Campos.

Antonio Brand

Nascido em 13 de janeiro de 1949, em São José do Sul (RS), Antonio Brand graduou-se em História na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e cursou Mestrado e Doutorado pela PUC-RS. Foi Secretário Nacional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e teve participação na elaboração do texto da Constituição de 1998. Em 1996, ingressou como docente e pesquisador na Universidade Católica Dom Bosco, onde propôs a criação, em 1997, do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (NEPPI). Professor Brand faleceu no dia 3 de julho de 2012. Ele atuava na UCDB nos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu, Educação e Desenvolvimento Local e, também, no curso de Licenciatura em História.

Pe. Bartolomeo Giaccaria

Sacerdote salesiano, Pe. Bartolomeo Giaccaria nasceu no dia 11 de setembro de 1932, em Chiusa Pesio (Cúneo), Itália. Professou na Congregação Salesiana aos 16 de agosto de 1951. É graduado em Filosofia e está no Brasil desde 1954, tendo trabalhado em Sangradouro (MT), São Marcos e Nova Xavantina.

A partir de 1957 começou a coletar os vários elementos linguísticos e gramaticais da língua Xavante e, em dezembro de 1957, redigiu e publicou, em edição provisória e reduzida, um dicionário xavante/português (com mais de mil verbetes) com as primeiras noções de gramática Xavante. Em 1958, publicou para alunos da etnia Xavante a primeira edição da cartilha bilíngue (xavante / português) que, corrigida e ampliada, foi publicada em 1959, 1966, 1978 e em 1980.

De 1957 a 1980, realizou uma coletânea de artefatos da cultura xavante, que atualmente constituem a coleção do Museu das Culturas Dom Bosco. Publicou livros em italiano, português, espanhol e inglês. Atualmente trabalha na Paróquia São Domingos Sávio atendendo a todas as aldeias das terras indígenas do Povo Xavante e, ao mesmo tempo, continua realizando suas pesquisas, preparando outras publicações, produzindo textos, vídeos e anualmente dando cursos para professores e agentes de pastoral.

Pe. Gonçalo Alberto Ochoa Camargo

Sacerdote salesiano, natural de Toca, Colômbia, nasceu aos 6 de dezembro de 1929. Professou na Congregação Salesiana aos 24 de janeiro de 1949. Em 1958, veio para o Brasil incorporando-se à Missão Salesiana de Mato Grosso, estabelecendo-se no Colégio Dom Bosco de Campo Grande.

Em 1960, foi destinado à Colônia Indígena de Meruri para o trabalho missionário com o povo bororo. Atualmente Pe. Ochoa continua trabalhando na Aldeia Meruri, onde, somando idas e vindas, chega ao total de 48 anos. Integrou-se profundamente na vida do Povo Bororo, dominando a cultura e a língua dessa etnia. Desenvolveu, com a comunidade salesiana, inúmeros trabalhos em favor desse povo no âmbito da religião, educação, direitos, promoção do autossustento e da cultura.

Elaborou precioso trabalho de registrar elementos da Cultura Bororo em vários livros, entre os quais se destacam: Pe. Rodolfo Lunkenbein, Uma Vida pelos índios de Mato Grosso, Dicionário da Língua Bororo, História Mítica Bororo, Ritual da Missa em Bororo, Novo Testamento em Bororo, Processo Evolutivo da Pessoa Bororo, Meruri na Visão de um Ancião Bororo (Memórias de Frederico Coqueiro), Boe Ewadaru Paru, Boe Ekeroia e Pao Uwobe Ekeroia. Também concluiu a organização da publicação da Parte III do Volume III da Enciclopédia Bororo, já iniciada pelo falecido Pe. Ângelo Jaime Venturelli. Em 2014, publicou sua recente obra “Boe Ewadaru, Língua Bororo – Breve histórico e elementos de gramática”.

Mariluce Bittar

Mariluce Bittar nasceu em Franca (SP), em 7 de fevereiro de 1960. Formou-se em Serviço Social pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMT), em 1981, fez Mestrado em Serviço Social pela PUC-SP, em 1987, e o Doutorado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em 1999.

Foi docente da FUCMT/UCDB desde 1987 até o dia da sua morte, 18 de fevereiro de 2014. Professora Mariluce Bittar priorizou sempre o compromisso com as causas educacionais, especialmente com os grupos historicamente excluídos. As publicações que resultaram de seu trabalho em relação à expansão da educação superior ratificaram sempre o necessário fortalecimento da democracia e dignidade dos grupos socioculturais excluídos.

 Silvia Tada/Assessoria de Imprensa UCDB