Entre os dias 19 e 22 de maio, a comunidade de Pilar, em Buenos Aires, recebeu o Congresso Missionário Salesiano Latino-Americano. O evento marcou o início das comemorações pelos 150 anos da Primeira Expedição Missionária enviada por Dom Bosco. Setenta pessoas participaram, entre jovens e adultos. Metade do grupo era formada por salesianos e salesianas, e a outra metade, por leigos e leigas envolvidos nas obras salesianas. A mesma proporção se observou entre os palestrantes.
Teóloga apresenta orientações do Papa Francisco sobre a missão
A teóloga argentina Emilse Cuda, da Pontifícia Comissão para a América Latina e da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, falou sobre a missão na Igreja. Apresentou as principais diretrizes em relação à missão da Igreja propostas pelo Papa Francisco. A Universidade Politécnica Salesiana de Quito e a Universidade Salesiana da Argentina Sul coordenaram os trabalhos. O congresso usou a metodologia do “ver, julgar e agir”, sob as palavras “agradecer, repensar e relançar”.
Palestrantes apontam desafios históricos e atuais da missão
Os participantes refletiram sobre o conhecimento da história das missões salesianas. Ressaltaram a necessidade de uma leitura crítica dessa trajetória e destacaram a ousadia de Dom Bosco ao iniciá-la. Disseram que “não bastam braços missionários, mas também cabeças”. O congresso apresentou Cristo como referência, junto com o modelo do samaritano citado na parábola contada por Jesus (Lc 10,25-37). Os presentes recordaram o estilo de Dom Bosco para com os jovens. Lembraram a célebre frase de Dom Bosco: “Atiro-os na água para que aprendam a nadar”.
Salesianos reafirmam compromisso com a missão inculturada
A missão inculturada exige conversão mútua e espiritualidade compartilhada. Os participantes apontaram a importância da formação contínua e do agir sinodal. Indicaram a necessidade de escuta, presença nas periferias existenciais e trabalho em rede. Os congressistas também recomendaram o envolvimento das instituições universitárias na missão. Ressaltaram que as estruturas devem servir e não limitar. E que a missão deve anunciar a Boa Nova, “promover a justiça e evangeliar”, e realizar o serviço, sem ideologias.
Congresso conclui com horizonte voltado ao futuro ancestral
Os organizadores encerraram o congresso com palavras de esperança. Afirmaram o desejo de continuar a história missionária com alegria, olhando o passado, respondendo ao presente e ouvindo os “sinais dos tempos”.
Com a colaboração do Mestre Mário Bordignon, SDB










