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Projeto AMA percorre aldeias xavante para manutenção de poços

12 de dezembro de 2019

A cada 2 ou 3 meses, a equipe do projeto AMA percorre as aldeias da região para fazer a manutenção dos serviços prestados às comunidades indígenas. Todas são da etinia xavante e pertencem à Paróquia São Domingos Sávio, de Campinápolis. O pároco responsável é o P. Bartolomeo Giaccaria, missionário salesiano de longo histórico de serviços reconhecidos em favor do “pobres mais pobres do reino de Deus”.

A viagem de serviços dura algumas semanas e não é feita aleatoriamente. O Diácono Salesiano José Alves explica que há um planejamento antes de cada empreitada. “A gente sai nas aldeias rezando, acompanhando a turma, acompanhando a questão escolar, de saúde e, à medida em que a gente encontra as pessoas nas aldeias, nas estradas e tem algum problema nos poços também, a gente anota, e quando atinge uma quantidade razoável de serviços necessários, que permite esse deslocamento do projeto AMA para cá, a gente faz esse rodízio nas aldeias, já sabendo anteriormente quais precisam de manutenção”, revela o religioso.

Nessas 13 aldeias da região de Parabubure vivem cerca de 500 pessoas, que hoje são beneficiadas com a manutenção dos poços. Desta vez foram feitos pequenos reparos, como troca de bombas, conserto de torneiras e de registros, consertos das placas solares, de fiações, entre outros serviços.

Esses poços foram perfurados em épocas diversas, alguns há mais de 30 anos, de acordo com a necessidade dos indígenas e a condição financeira do projeto, que atua entre os indígenas de Mato Grosso desde o início da década de 1980, com o trabalho liderado pelos irmãos salesianos Franz (in memorian) e Alöis Würztle.  O projeto AMA é hoje integrado pelo mestre Alöis, pelos leigos contratados Paulo Bezerra, Osmar, Vando, e o voluntário Gonçalo. O último poço perfurado pelo grupo foi na aldeia Teihidzatse, há 3 anos. Nas aldeias existem ainda outros poços perfurados e mantidos pela SESAI e Ministério da Saúde. A equipe da AMA só faz a manutenção dos poços perfurados pela própria equipe devido a questões contratuais com o poder público.

O trabalho do projeto atende a uma necessidade visível das aldeias xavante da região. Os indígenas constroem suas aldeias geralmente à beira dos pequenos córregos, que às vezes secam, na época do ano em que quase não há chuvas e, quando chove, a água fica muito barrenta. Comumente é a água desses rios e córregos que os indígenas usam para beber e cozinhar, com maior ou menor qualidade, dependendo da região. Em algumas aldeias há casos gravíssimos de falta d’água. Por isso, a assistência constante da equipe do projeto AMA é fundamental nessas comunidades.

 

 

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