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Pastoral Juvenil Salesiana

A Pastoral Juvenil concretiza a missão eclesial com o Carisma de D. Bosco

 “Discernir o verdadeiro desejo de ‘ver Jesus’ entre tantas aspirações da juventude de hoje é, para nós, membros da Família Salesiana,  o motivo, senão o único, ao menos o fundamental para ser verdadeiros apóstolos de Cristo”

Pe. Pascual Chàvez, Estreia de 2010

Evangelizar é a missão da Igreja

“A Igreja ‘existe para evangelizar’, isto é, para anunciar a Boa Notícia do Reino, proclamado e realizado em Jesus Cristo (cf. EN 14).[1] O centro do primeiro anúncio (querigma), a boa notícia, é a pessoa de Jesus Cristo. A salvação trazida por Cristo, boa notícia para toda a humanidade, “é o grande dom de Deus, libertação de tudo aquilo que oprime a pessoa humana”(cf. EN 9).

A evangelização se dá com o testemunho (martiria); serviço da caridade (diaconia); diálogo/comunhão (koinonia); anúncio (querigma); memória/celebração (liturgia) e ação transformadora (profecia).

Evangelização, em sentido amplo “é tudo o que a Igreja realiza para suscitar e alimentar a fé dos fiéis e para transformar o mundo à luz dos valores do Reino de Deus (cf. GS 39, 89 e 91). O sujeito da pastoral é a comunidade eclesial que, tendo como centro de unidade o Bispo, busca seguir a ação do Bom Pastor no cuidado das ovelhas, para que “todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Jo 10, 10).

Evangelização e promoção humana caminham juntas: “Evangelizar significa lançar o fermento com uma energia capaz de mudar a mentalidade e o coração das pessoas e, por meio delas, as estruturas sociais, de modo que estejam mais de acordo com o plano de Deus”. “Evangelizar é desencadear uma verdadeira revolução social, a mais profunda, a única eficaz” (Estreia do Reitor Mor, 2010).

Pastoral Juvenil Salesiana: evangelizar e educar com o carisma de D. Bosco

A experiência original de D. Bosco de acolhida aos jovens mais pobres, vivida no Oratório de São Francisco de Sales, é a fonte e inspiração para a Família Carismática iniciada por ele para a “salvação da juventude”. A partir das necessidades concretas dos adolescentes e jovens, D. Bosco deu respostas que se tornaram um critério: o “coração oratoriano”, isto é, o amor incondicional aos jovens torna toda presença salesiana “casa que acolhe, escola que educa, paróquia que evangeliza e pátio para se encontrar com os amigos” (cf.  C. 40).

A Missão evangelizadora da Igreja, caracterizada pela mediação educativa e pastoral do carisma de D. Bosco, concretiza-se historicamente na Pastoral Juvenil Salesiana. Sendo “expressão primeira e típica da missão” é guiada por uma dupla fidelidade: “fidelidade ao sentir dos jovens […]; e fidelidade ao sentir da Igreja, por isso é pastoral, porque “expressão multiforme de uma comunidade eclesial”; é salesiana porque tem no carisma de D. Bosco – a caridade educativa do Bom Pastor – a sua referência principal (cf. QR, p. 30-31. 35).

Os jovens são acolhidos como protagonistas

A pastoral salesiana é juvenil porque “no centro de sua atuação está a pessoa dos jovens”; “não só porque vê nos jovens os próprios destinatários e a própria medida, mas porque os assume como protagonistas”. A eles é oportunizada a experiência humana e eclesial a partir da vivência em grupos juvenis. Dom Bosco fundou “uma congregação não só para os jovens, mas com os próprios jovens” (cf. QR, p. 31.33). Expressão madura de seu protagonismo é o Movimento Juvenil Salesiano de jovens evangelizadores dos jovens. Trata-se da articulação de grupos juvenis, unidos pela identidade educativa pastoral salesiana, o Sistema Preventivo de D. Bosco, que é ao mesmo tempo: espitualidade, pastoral e pedagogia, e se baseia na razão, religião, carinho.

Atenção à idade, ritmo e iniciação juvenil

Juventude não é entendida como idade de passagem, mas a “parte mais preciosa da humanidade”. A idade juvenil é assumida em seu processo evolutivo. Pensados em relação à idade precedente e à que se segue, os adolescentes e jovens são acolhidos em sua especificidade, para que possam dar “o salto de iniciação que faz passar do provisório à decisão definitiva de si” (cf. QR, p. 31-32).

O CG 23 já chamava a atenção para a dimensão pedagógica do carisma salesiano, isto é, da gradualidade da proposta adequada à situação dos jovens. Trata-se de “um processo educativo”, que se adapta ao “ritmo” do jovem e, por isso, o caminho deve “ser progressivamente determinado em itinerários particulares, medidos conforme os jovens que os percorrem” (CG 23, 107-109).

Maturidade vocacional meta do projeto de educação integral

A preocupação pastoral de D. Bosco é orientada, ao mesmo tempo, por uma explícita e autêntica finalidade religiosa, isto é, encontro com a pessoa de Jesus Cristo (evangelização), e por um processo de humanização (educação) que promove o crescimento integral da pessoa dos jovens. Para o salesiano a meta mais alta é a “santidade juvenil”, expressa no binômio “bom cristão e honesto cidadão”.

Com intencionalidades específicas e distintas, na prática salesiana de serviço à educação integral de todo o jovem e do jovem todo, a educação é enriquecida, por ser evangelicamente inspirada e a evangelização é “adequada à condição evolutiva dos jovens”. A mediação educativa tem a finalidade de favorecer “em cada um a experiência pessoal do encontro com Deus”. A centralidade da pessoa em seu processo de amadurecimento confirma a “centralidade da educação como mediação privilegiada a serviço das pessoas” (QR, p. 59 a 54. 60).

O Projeto Educativo Pastoral Salesiano (PEPS), assumido pela Comunidade Educativa Pastoral (CEP) articula as dimensões evangelizadora, educativa, associativa e vocacional, sendo que “na pedagogia salesiana da fé, a opção vocacional é o êxito maduro e indispensável de todo crescimento humano cristão” (CG23, 149). Em outras palavras: “As três primeiras dimensões convergem na dimensão vocacional, horizonte último da nossa pastoral”.

Ao jovens são oferecidos acolhida, amizade, testemunho, acompanhamento, informações e experiências, isto é, um ambiente educativo baseado no espírito de família, para o próprio discernimento, na busca do sentido da vida e realização de um projeto de vida a serviço do Reino de Deus (cf. QR p.152-153).


[1] Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi sobre a evangelização dos povos (1974).

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