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P. Gonzalo Ochoa completa 61 anos de sacerdócio e é exemplo de vida religiosa e vocação sacerdotal

28 de outubro de 2019

Às vésperas de comemorar 90 anos de vida, P. Gonzalo Ochoa completa 61 anos de ordenação sacerdotal. Simples, discreto, profundamente humano e intensamente místico, P. Ochoa é hoje referência para os salesianos, tanto na dedicação ao trabalho como missionário entre os bororo, como na vida sacramental e exercício do ministério sacerdotal. Neste dia 28 de outubro, data em que a Igreja celebra os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu, ele apresenta um testemunho de vida e de consagração a Deus. “A vocação sacerdotal é uma iniciativa de Deus. Ele é que vai escolhendo. Na liturgia de hoje, o Evangelho diz que Nosso Senhor, depois de ter passado a noite rezando, escolheu os 12 apóstolos, e depois os mandou pelo mundo anunciar o Evangelho. Daí para cá, ele foi providenciando para que houvesse pessoas destinadas para este fim especial de anunciar o Evangelho pelo mundo. Isso nos dá a certeza de que (a vocação) não é iniciativa da gente, mas de Deus que nos vai escolhendo”, afirmou ao descrever o sentido da própria vocação.

Na Inspetoria Missionária de Mato Grosso, desenvolvida em suas origens através do dedicado trabalho de salesianos vindos de diversos países, P. Ochoa é o único colombiano. “Eu tinha um irmão padre. Ele se ordenou no mesmo ano que eu comecei a estudar na cidade. Foi ele que me levou para um Oratório na periferia da cidade de Bogotá. E aí eu conheci Dom Bosco através de um assistente salesiano muito inteligente. Nesse Oratório havia muita alegria. Era internato mas tinha também muitos que vinham brincar no fim de semana, e então eu comecei a gostar. Claro que foi meu irmão que me encaminhou para lá, mas só depois que a gente, analisando, vê como que Deus foi me chamar. Daí passei para o aspirantado e fui encaminhando a formação”, revela ao lembrar os primeiros passos da caminhada vocacional.

Em uma época de grandes tribulações, P. Ochoa se considera privilegiado por completar o 61° aniversário de ordenação sacerdotal. “É um mistério. A perseverança, assim como a vocação, é uma iniciativa de Deus. Acho que perseverança é também uma graça especial de Deus. A gente não merece porque é uma alegria, uma dignidade muito grande, então a gente não se sente merecedor de uma dignidade assim, mas a gente está nas mãos de Deus e Deus vai sustentando a gente”, afirma lembrando em oração daqueles que não perseveraram na vocação.

Grande parte do mérito da perseverança e fidelidade ao ministério sacerdotal, P. Ochoa atribui à devoção a Nossa Senhora. “Na vocação religiosa, a gente sente um carinho especial por Nossa Senhora. Quando a gente se consagra a ela, consagra a sua própria vocação, a gente vê a sua intercessão, sua proteção continuamente. Sem a devoção a Nossa Senhora (é difícil). Na história de Dom Bosco e de outros tantos milhares de padres que perseveraram, sempre teve a essa presença de Nossa Senhora que sustenta”, declarou.

Consciente da importância do exemplo que transmite aos jovens sacerdotes e outros religiosos a caminho da ordenação, P. Ochoa faz uma recomendação: “saibam consagrar sua vida com humildade nas mãos de Deus e de Nossa Senhora e acreditem na sua missão. Não somos nós que temos muito valor, mas somos instrumentos de Deus na expansão do Evangelho. Se são escolhidos, que se sintam privilegiados para continuar a missão de Cristo de salvar a humanidade”, recomenda.

P. Ochoa vive hoje na Casa São José, em Campo-Grande, sede inspetorial da MSMT. Aqui se mantém em grande atividade atendendo como confessor para diversas comunidades da cidade, leva os sacramentos a doentes e ainda tem tempo para escrever sobre a cultura bororo, além de fazer a manutenção do jardim da casa.

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