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“Comunicação no amor e do amor de Deus”

26 de abril de 2022
4º artigo do P. Gildasio Mendes da série “São Francisco de Sales Comunicador. Peregrinação interior, sabedoria na arte de comunicar”

(ANS – Roma) – Como de costume, no dia 24 de cada mês, oferecemos aos leitores da ANS um dos artigos redigidos pelo Conselheiro Geral para a CS, P. Gildasio Mendes, sobre o tema “São Francisco de Sales Comunicador. Peregrinação interior, sabedoria na arte de comunicar”. Neste mês de abril, publicamos o quarto artigo da série.

Comunicação no amor e do amor de Deus

São Francisco é um autêntico e verdadeiro comunicador do coração humano: “Deus é o Deus do coração humano” (Tratado do Amor de Deus, I, XV). Sua família foi sua primeira escola de amor. Sobretudo a mãe, com a qual vive uma experiência de abertura afetiva ao amor, ama e se deixa amar.

A este respeito, Maria Grazia Rensi afirma:

“Os primeiros seis anos de Francesco pertencem à mãe. E foi uma educação vigilante, mas cheia de ternura e carinho. A ternura natural de Francisco cresceu na infância e adolescência, graças ao magnífico exemplo que os pais concordaram em dar (caridade). Nesta saudável atmosfera humana, a bondade logo brotou no coração de Francisco”.

São vários os autores que aprofundam em detalhes a dimensão do amor em Francisco de Sales. Gostaria apenas de enfatizar, aqui, como o amor da mãe o levou a uma liberdade interior para abrir-se à dinâmica do amor nas relações concretas com as pessoas, sem medo de dialogar com a sua afetividade e, sobretudo, de ter confiança ao construir relacionamentos afetivos e espirituais caracterizados por uma grande liberdade interior e maturidade.

Uma descrição do grande amor de São Francisco pelo Cântico dos Cânticos revela um pouco de sua grande sensibilidade e ternura espiritual:

“Por meio das belas e ternas imagens e comparações, muitas vezes extrapoladas da Sagrada Escritura (a mãe amamentando seu filho, os amantes, a esposa e o esposo), e, em particular, daquele estupendo hino ao amor humano que é o Cântico dos Cânticos (acompanhou com grande interesse a explicação e os comentários do Cântico durante os anos de estudos em Paris e nunca os esqueceu)”.

Francisco foi um homem intenso e livre em sua peregrinação interior, especialmente quando experiencia Deus como amor. Deus criou o homem como obra de grande amor, e esta paternidade de amor gratuito gerou um vínculo de filiação divina.

“O homem é criado, estruturado, dotado de tudo o que é necessário, segundo o Santo Doutor, para acolher a vocação de Deus ao amor, para viver uma relação de amor com Deus”.

Podemos dizer que ele inaugura, depois de Santo Agostinho, uma teologia da comunicação fundamentada no coração, na profunda relação do dom do amor entre Deus e a pessoa humana.

“Vocês não podem imaginar o desejo que sinto de amar cada vez mais”.

Que tipo de amor?

“Trata-se de um amor de amizade humana autêntica, que está além de qualquer sentimentalismo, um amor verdadeiro que vem de Deus, é fundado em Deus e realiza santamente a unidade dos dois”.

Partindo da perspectiva da encarnação, “Deus se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14), Francisco acredita que Deus sempre amou suas criaturas.

“São Francisco de Sales estava profundamente convencido da iniciativa de Deus em suas relações conosco; da magnificência deste amor e do seu caráter gratuito e misericordioso”.

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