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Começa o Sínodo da Amazônia com participação de Salesianos

8 de outubro de 2019

Uma das congregações com maior presença na Pan-Amazônia são os salesianos e salesianas, com mais de 125 anos na região, chegando pela primeira vez no Vicariato Apostólico de Méndez, no Equador, junto ao povo Shuar. No caso do Brasil, a presença na Amazônia, que começou no Mato Grosso, se remonta a 115 anos, no meio dos Bororo. Diante da convocatória do Sínodo para a Amazônia a família salesiana tem realizado diferentes eventos em nível internacional, recolhidos em uma obra, recentemente publicada, que tem por título, “Amazônia Salesiana: O Sínodo nos interpela”, recolhendo as contribuições dos Salesianos de Dom Bosco para o Sínodo e para uma renovada presença entre a juventude amazônica.

O Padre Justino Sarmento Rezende, filho de Dom Bosco, e que tem participado do processo sinodal desde o início, pois ele foi um dos partícipes na elaboração do Documento Preparatório, reconhece que “o Sínodo para a Amazônia vem interpelar, como colocamos no título do nosso trabalho”. O salesiano, que é indígena do povo tuyuka, nascido na região do Alto Rio Negro, no estado de Amazonas, afirma que “os salesianos, com longas experiências missionárias, experiências de trabalhar com os povos indígenas, nós nos sentimos na responsabilidade de contribuir também ao Sínodo com nossas experiências, dificuldades que temos, como salesianos, no campo da enculturação do carisma salesiano e daquilo que a Igreja, através desse Sínodo, vem provocando, criar uma Igreja com rosto indígena”.

Primeiro dia do sínodo: Missa Católica Amazônica, Padres Casados e Greta Thunberg (ecologia)

Entre as questões abordadas no Sínodo da Amazônia pelos Padres sinodais, destaca-se a proposta de estabelecer, “ad experimentum”, um rito católico amazônico. A questão do possível gerenciamento de “viri probati” também foi abordada.

A segunda sessão do Sínodo para a Amazônia abordou não apenas a questão da juventude e da ecologia , mas questões que despertam interesse entre os Padres sinodais:

Ritos indígenas

Segundo Vatican News, houve espaço para reflexão sobre os ritos indígenas: a Igreja – disse-se – considera com benevolência tudo o que não está ligado a superstições, desde que possa ser harmonizado com o verdadeiro espírito litúrgico. Daí a sugestão de iniciar na Amazônia um processo de compartilhar as experiências das comunidades indígenas que inculturaram celebrações de certos sacramentos, como batismo, casamento ou ordenação sacerdotal.

Dessa maneira, uma das propostas levantadas foi estabelecer  ad experimentum  e de acordo com o correto discernimento teológico, litúrgico e pastoral – um rito católico da Amazônia para viver e celebrar a fé em Cristo. Afinal, ele enfatizou, assim como existe um ecossistema ambiental, também existe um ecossistema eclesial.

Viri probati

Finalmente, algumas intervenções focalizaram a questão do chamado  viri probati, descrito pelo Documento de Trabalho do Sínodo como uma das propostas para garantir freqüentemente os Sacramentos, onde a escassez de padres é particularmente acentuada: É uma necessidade legítima – foi dito na sala, mas não pode condicionar uma repensação substancial da natureza do sacerdócio e de sua relação com o celibato, prevista pela Igreja do Rito Latino.

Em vez disso, sugeriu-se que o ministério vocacional fosse realizado entre os jovens indígenas, para favorecer a evangelização, mesmo nas áreas mais remotas da Amazônia, de modo que não haja a divisão entre “católicos de primeira classe” que podem facilmente abordar os Eucaristia e “católicos de segunda classe” que estão destinados a permanecer sem o Pão da Vida por dois anos seguidos.

 

Com informações de Vatican News

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